Maria Isabel Iorio é poeta, roteirista, escritora, artista multidisciplinar.
No cruzamento entre gesto, palavra e imagem, atua com dramaturgia, performance, poesia sonora, entrevista, leitura crítica, cursos livres, ações públicas, poesia visual, leitura dramatizada, direção e curadoria de projetos.
Publicou “Tubarão” (Diadorim, 2024), “Não pisar descalça em tapete” (7Letras, 2022), “Dia sim dia não fazer chantagem” (Quelônio, 2021) e “Aos outros só atiro o meu corpo” (Urutau, 2019). Integra a antologia “As 29 poetas hoje” (Companhia das Letras, 2021), org. por Heloísa Buarque de Hollanda, e sua edição mexicana “29 poetas brasileñas”, editado pela Fondo de Cultura. É roteirista de “Tremembé” (Amazon Prime Video, 2025), do curta “Rubel & Orquestra”, do documentário sobre a cena de skate queer no Brasil "Se eu botar o skate na cabeça eu viro o chão" (vapor, 2022, vencedor do LGBTQ+ Los Angeles Film Festival), do clipe “Insista em mim”, de Ana Frango Elétrico (2023) e roteirista assist. da série "Amar é para os fortes" (Amazon Prime Video, 2020).
Filmou e escreveu os mini-filmes "Me deixa ouvir o que você está vendo" (2018) e "Cartas-paisagem" (2019 e 2020), disponíveis online. Seus últimos trabalhos são a performance de "Tubarão", ao lado do músico Barulhista, dirigida por Dadado de Freitas; a apresentação do livro no palco Caprichos e Relaxos da Flip+; a composição e a voz de "Você vai perguntar quem eu sou", faixa do disco da Mahmundi; e a direção da performance "100 anos, Mrs. Dalloway", com Linn da Quebrada, Dandá Costa e Juliana Perdigão. Desenvolve, desde 2019, um projeto continuado, em locais públicos, de leituras integrais de livros que tensionam questões de acessibilidade, chamado “Leitura ininterrupta, exaustiva, paciente” - que conta com uma edição na Sauna Lésbica, trabalho-instalação de Malu Avelar com Ana Paula Mathias, Anna Turra, Bárbara Esmenia e Marta Supernova na 35a Bienal de São Paulo. Desenvolve também uma série continuada de fotografia, desde 2015, chamada “As coisas também querem”. Co-idealizou e curou junto com Bruna Beber e floresta um projeto de poesia chamado "Mil contra", que recebeu, nas cinco edições, es poetas convidades Abigail Campos Leal, Lucas Litrento, Ana Martins Marques, Janaú e Formigão. Seus livros são transdisciplinares, trabalham o cruzamento de diferentes linguagens, e seu texto investiga o desejo, a desobediência, a construção e autonomia de personagens.